Faculdade no exterior é fácil como dizem?

Em resumo, minha resposta é um grande não, para o contexto geral do Canadá. Me baseio na experiência que eu tive e nas pessoas que acompanhei por lá. Tive uma oportunidade bem interessante, pois acabei sendo alocado na Ryerson University com muitos amigos nativos e brasileiros cursando a UofT.


Para uma melhor contextualização, a Ryerson não é nem de longe similar à minha primeira opção, a UofT (entre as 20 melhores do mundo). Tentarei simplificar a comparação para quem nunca estudou fora do país. Seria como se a UofT fosse uma federal e a Ryerson uma PUC, mas com um orçamento bem mais milionário e com grande foco em inovação e empreendedorismo. A DMZ da Ryerson é a melhor incubadora universitária do Canadá e o MBA deles está entre os 10 melhores do país. Apesar de eu ter passado no edital em sexto lugar e com Toefl maior que o máximo solicitado pelas universidades canadenses (máximo exigido era 100), acabei indo parar na Ryerson (Obrigado, mãe Dilma!). Como diriam, se te derem um limão faça uma limonada e foi exatamente isso que eu fiz. Ir para a Ryerson ainda estava alinhado com minha expectativa inicial de viajar para Toronto e sempre tive um pé na área de inovação e empreendedorismo.


A essa altura alguns já podem estar pensando que o post está ficando longe do foco inicial, meu estágio na Cognitive Class - IBM, mas é importante passar por esses assuntos para introduzir ao leitor sobre diferente temas e como tudo se encaixa. A parte mais importante de ter ido estudar na Ryerson foram os recorrente meetups que eram patrocinados pela universidade. Dentre eles, Microsoft, Amazon e IBM para citar alguns. Os meetups da IBM particularmente nos interessaram por causa de python, nossa linguagem preferida na época para botar a mão na passa atráves dos problemas de engenharia. Nesses meetups, eu e meu parceiros de dados, começamos a “puxar a saia” do supervisor Raul por um estágio. Acabou que fomos tão eficazes na estratégia que pulamos as semnas iniciais de teses que os outros alunos tiverem que passar por uma proposta de projeto nossa.


Abaixo uma foto do último andar – apelidado carinhosamente de “Sky” / Céu. Cada andar do Ryerson Student Learning Centre (se pronuncia como Center) foi desenvolvido para um tipo de estudo. Esse andar era especificamente para estudar com seus amigos e terminar os grandes trabalhos em grupo.


Fonte: acervo pessoal.

Mais sobre o SLC aqui: http://slc.blog.ryerson.ca/explore-the-floors/



Como não inovar em um ambiente como esse? Preste atenção na pessoa ao fundo no puff, perto do cume da montanha azul. Me lembro como me senti chocado, acostumado com regras de federais brasileiras, quando vi em um quadro branco o escrito:


Tire seus sapatos, por favor. Eles podem machucar a montanha.


SLC Digita Media Zone – local de alguns dos meetups da IBM.

Fonte: acervo pessoal.


Eu estudando pelas madrugadas na Ryerson e um relance de como a infraestrutura “convidava” o aluno para estudar (ex.: paredes laváveis, tomadas e mesas por todo o canto, salas com TVs e projetores para estudos) Fonte: acervo pessoal.


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